PortuguêsEspañolEnglishFrançaisItalianoDeutsch

Paulo Cannabrava é história viva. Um jornalista nato que não se cala diante das injustiças. Perseguido e exilado durante a ditadura militar brasileira, viveu e passou por diversos países latino-americanos que na época viviam processos políticos progressistas como Cuba, Perú, Panamá, Bolívia e Chile. Dotado de grande senso crítico e apaixonado por Nuestra América, o veterano jornalista concedeu uma entrevista exclusiva para o Soy Loco Por Ti.

Como começou sua paixão pelo jornalismo e pela America Latina?
Acho que nasci com a paixão pelo jornalismo. Nasci com um ponto de interrogação na testa, querendo respostas pra tudo. Isso me levou pro jornalismo, e até hoje eu sou um bom jornalista porque sou um grande perguntador, quero saber porquê. O que me levou a America Latina foi o contato nos foros internacionais e a Revolução Cubana, que em 1961 me nomeou correspondente da Prensa Latina, fui “caçado” pelos jornalistas latino-americanos, porque era um cara bem articulado no jornalismo e interessado no que acontecia no continente. Aí eu fui ser correspondente da Prensa Latina e isso estreitou meus laços e me tornei latino-americano, com consciência de ser brasileiro e latino-americano. Continua…

Share

O título sugestivo é o nome do livro escrito por Rosana Bond*, lançado em 2004 pela Coedita. A brasileira Rosana foi uma das primeiras jornalistas a entrevistar os guerrilheiros do grupo conhecido como Sendero Luminoso**, que chamou atenção sobretudo nos anos 80 e 90 por ações de terrorismo e sabotagem.

A própria autora justifica na apresentação que na verdade escreveu dois livros em um. Na primeira parte, retrata a vida dos indígenas ancestrais que habitavam o Perú antes da chegada dos colonizadores. Em seguida traz um panorama crítico da história recente do país, com enfoque no movimento guerrilheiro e na ditadura de Alberto Fujimori nos anos 90. Saiba mais

Share

De uma rápida aparição como um dos líderes de uma tentativa fracassada de golpe militar até a surpreendente ascenção à Presidência da República por meio do voto popular como uma proposta de reformas sociais, constitucionais e integração regional. Apesar de ser chamado de ditador por alguns setores, nenhum governante atual obteve tantas vitórias eleitorais como Chávez. À forte oposição da imprensa e classe média venezuela contrapõem-se o amplo apoio dos setores populares e dos parlamentares.

Um processo político contra-hegemônico que já dura mais de dez anos não pode ser explicado com muita facilidade ou apegando-se aos clichês. A tentativa da mídia de massa de impor a pecha de caudilho populista à Hugo Chávez é uma simplificação que não contribui realmente para a compreensão da complexa disputa política que está em jogo.

Abaixo recomendamos alguns livros publicados no Brasil que ajudam a problematizar e entender melhor a Venezuela de hoje, seu governo e o polêmico presidente que já ultrapassa 10 anos de mandato sob a bandeira do que chama de Revolução Democrática Bolivariana. Veja…

Share

Irônicos desde o nome, No Te Va Gustar (ou NTVG, como abreviam eles mesmo) é um grupo uruguaio integrado por nove músicos- o que o caracteriza mais como um bando que uma banda. De gostos musicais distintos, o som se forma justamente da mistura da influência musical de cada um: os instrumentos vão desde os clássicos do rock como guitarra, baixo e bateria acrescidos de teclado, instrumentos de sopro e percussão. Herdeiros do agradável e divertido rock porteño, os integrantes do grupo dizem que procuram fazer músicas cosmopolitas e que possam agradar a um público de todas as idades e classes sociais. Mais

Share

Já havia citado brevemente Victor Jara nesse blog. Grande cantor popular chileno, ele foi cruelmente assassinado nos primeiros dias da ditadura instaurada pelos militares liderados por Augusto Pinochet em 1973. O crime aconteceu no Estádio Nacional que servia de prisão para milhares de militantes. O relato chocante abaixo, que mostra a barbaridade do assassinato, foi retirado No Olho do Furacão, do jornalista brasileiro Paulo Cannabrava, a partir de relatos de quem esteve lá. Leia aqui

Share

Ao contrário do Brasil, onde o processo de indepêndencia teve conflitos regionais e efetivou-se a partir de uma negociação política, os países sul-americanos passaram por longas guerras de libertação nacional lideradas pelos criollos, descendentes de espanhóis nascidos na América do Sul. Daí surgiram as primeiras notáveis idéias de integração continental. O sucesso militar levou a um desafio político e, por fim, a um fracasso social. Porque a libertação política latino-americana acabou por fracassar no ideal de integração, a ponto de seu maior líder militar e ideológico, Simón Bolívar, dizer que lutar pela integração latino-americana era como “arar no mar”, ou seja, inútil? Leia Mais

Share

Há pouco comemoramos o Dia das Mães, tradicionalmente celebrado no segundo domingo de maio, data oficializada por Getúlio Vargas em 1932. Aparentemente se refere a uma data herdada da tradição estadunidense. O estabelecimento do domingo como dia oficial permite que mães e filhos passem o dia juntos. Na Bolívia, porém, o dia Dia das Mães tem data específica: 27 de maio. Ao invés de copiarem a data, fizeram em homenagem a um acontecimento histórico boliviano: a Batalha de La Coronilla, quando houve um grande enfrentamento mulheres contra a dominação espanhola. Mais

Share

Lançado em espanhol pela excelente editora mexicana Fondo de Cultura Económica, o livro Los Retos de la Sociedad por Venir, do filófofo Luis Villoro traz interessantes análises sobre os dilemas atuais, sobretudo em relação à América Latina.

O livro é divido em três partes, eixos centrais da discussão filosófica e sociológica de Villoro: Justiça, Democracia e Multiculturalismo. Continua

Share

Primeira produção sul-americana a ganhar o Oscar de melhor filme estrangeiro (1986), o argentino A História Oficial é um drama conduzido no período da ditadura militar no país. A trama tem como personagem principal Alícia, uma rigorosa professora de história de ensino secundário. Casada com um homem de negócios bem sucedido e influente, ela possui uma filha adotiva de 5 anos com a qual tem excelente relação. A volta de uma grande amiga que estivera exilada por anos devido à perseguição dos militares causa uma grande confusão na professora ao revelá-la a crueldade do regime e a faz atentar para a possibilidade de que sua filha pudesse ter sido gerada por uma desaparecida política. Continua…

Share

Comentamos em posts anteriores o documentário Utopia e Barbárie do cineasta Silvio Tendler. A equipe de marketing do filme nos presenteou com um kit para ser sorteado entre os leitores do blog. O kit contém uma camisa, um poster autografado, um jornal temático e duas entradas para assitir ao ao documentário na rede de cinemas Arteplex. Para concorrer basta comentar esse post com seu nome e e-mail. A promoção será encerrada às 11h59 dessa quinta-feira (13/05), no horário de Brasília.

Leia aqui nosso comentário sobre o filme. Veja o trailer abaixo:

Promoção finalizada. Veja o resultado

Share