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O programa Latinoamérica Creativa: Pichilemu 2012 busca proporcionar um ambiente de discussão sobre o papel da criatividade como ferramenta para o desenvolvimento de nossas nações. Por meio da realização de atividades enfocadas no estímulo à criatividade, 45 jovens universitários latino-americanos compartilharão suas experiências e conhecimentos por duas semanas num acampamento na bonita cidade chilena de Pichilemu.

As candidaturas já estão abertas… Não fique fora dessa!

Baixe o formulário de candidatura no link: http://latcreativa.org/pichilemu-2012.html

Pichilemu 2012 te espera!

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Um país que pouco abordamos neste blog: Paraguai. Um tema que anda meio deixado de lado aqui: literatura. Juntando os dois é impossível não mencionar Augusto Roa Bastos e seu clássico livro “Eu O Supremo”.

A seguir publicamos o artigo do professor Francisco Grijó publicado no seu excelente blog Ipsis Litteris:

Augusto Roa Bastos é o mais importante escritor de um país que não gerou grandes escritores: o Paraguai. Qualquer um diria – e me incluo na lista – que é fácil destacar-se entre canhestros contadores de histórias e poetas sem expressão. Esse é um conceito irresponsável, mas que se encontra em qualquer esquina habitada por aqueles que se dizem leitores. Pois fosse Augusto Roa Bastos argentino, francês, norte-americano ou britânico, ele brilharia intensamente entre os maiorais, e manteria firme a pena forte, capaz de parágrafos de imagens densas e vocabulário caudaloso, que buscava a todo custo aquilo que muitos autoproclamados grandes autores deixaram de lado: a verossimilhança. Augusto Roa Bastos é um autor em busca do real.

Continua…

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Estamos mais acotumados com o termo “empresas multinacionais”, que nos passa uma idéia “neutra”, de empresas que atuam de igual maneira em diferentes países por sua competência e capacidade de produção, etc. Chamemos aqui de empresas transnacionais, pois todas elas têm matriz, a qual retorna parte de seus lucros e cujos governos e diplomacias defendem seus interesses no exterior. As transnacionais tem sim pátria e extendem seus tentáculos por todo planeta. O que querem? Qual o papel que exercem na América Latina?

Continua

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Nosso cartunista Lucas Fontana começa um série de desenhos de personagens históricos e atuais de nosso continenente que influenciaram ou influenciam na política e na cultura da região. A séria chamada Latinoamericanos: um povo sem pernas mas que caminha vai trazer desde pessoas bem famosas até ilustres desconhecidos – mas não menos merecedores do mesmo espaço. Os desenhos acompanham textos informativos de Vitor Taveira. A série tem um link reservado na coluna da direita desse blog com as últimas atualizações, que também serão postadas aqui.

A estréia é com três personagens políticos, o primeiro o misterioso guerrillheiro Subcomandante Marcos:


Apesar de não assumir sua identidade, sabe-se que Subcomandante Marcos é Rafael Guillén, formado em filosofia e ex-professor universitário. Nos anos 80, junto com um grupo de jovens resolveu embrenhar-se nas montanhas de Chiapas, sul do México, para começar uma guerrillha marxista, o Exécito Zapatista de Libertação Nacional (EZLN). Ao passar do tempo e com o contato com os índios locais foram modificando su pensamento até que a guerrilha fosse posta a serviço dos povos indígenas, que decidem por um levante armado em 1994. Marcos, mestiço e comandante militar, emerge como um porta-voz e mediador entre o mundo ocidental e o mundo indígena. Doze dias depois da rebelião é declarado um cessar-fogo. Hoje os zapatistas se dedicam à construção da autonomia indígena nos territórios que dominam.

Texto: Vitor Taveira

Se Marcos e os zapatistas se negam a tomar o poder institucional, os outros dois personagens de estréia se tornaram famosos justamente por rápida ascensões que os levaram à presidência de seus países.

Desconfia quem são? Descubra aqui

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A Constituição de 1991¹ introduziu uma reconfiguração do Estado-nação na Colômbia ao ser definido como multiétnica e multicultural. Esta transformação é devido, entre outras coisas, a participação dos atores sociais etnicos que reinventaram sua identidade social e usaram como uma ferramenta de luta para alcançar seus direitos como minoria em um contexto de violência política e social que põe em questão a continuidade da Colômbia como sociedade e como Estado.

A releitura da identidade étnica e a luta pelo território se tornaram na Colômbia e na América Latina, uma força transformadora das condições de subordinação e invisibilidade que indígenas e negros foram submetidos pelo projeto de nação mestiça. Nas últimas duas décadas, proclamaram-se novas Constituições em vários países da América Latina. (Uma das características mais notáveis destas Cartas é o reconhecimento da diversidade étnica e a natureza multicultural de suas sociedades (Assies, 2000;) Cott, 1995, 2000)². Isso reflete, sem dúvida, o novo peso e a reinvenção da etnia em países latino-americanos e o surgimento de novos movimentos sociais entre as populações indígenas e negros. Leia mais

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Seguem as novidades no Soy Loco Por Ti! Hoje recebemos uma nova colaboradora, Caróu Oliveira, que nos apresenta uma biografia dos grandes escritores latino-americanos: Julio Cortázar. Outra inovaçao é a forma de apresentaçao que você pode ver abaixo em flash, e no final, mais uma novidade! Veja:

Sim! Está inaugurada nesse espaço a Biblioteca Latino-Americana Julio Cortázar, cujo link estará sempre na barra de cima do site. O artigo de lançamento é da própria Caróu, estudante de História da USP, sobre o nacionalismo e a Revoluçao Mexicana. A biblioteca também oferece o PDF de alguns livros disponibilizados pelo site do Programa Democracia y Transformación Global.

Quanto à Cortázar, se ficou na boca um gostinho por saborear sua escrita leia Instruçoes para subir uma escada

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O documentário “Quen dijo miedo” retrata esse lamentável acontecimento recente da América Latina que foi o golpe que tirou Manuel Zelaya da presidênca de Honduras. O governo provisório golpista convocou eleiçoes em meio a protestos da populaçao e da comunidade internacional que pediam a volta do presidente deposto. Esses dias o novo eleito sob bases ilegítimas, Porfirio Lobo, completou um ano de governo, motivo pelo qual o documentário entra em cartaz na nossa TV no mês de fevereiro. O vídeo completo está disponível na TV Loco Por Ti.

Veja o trailer abaixo:

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O carioca Carlos Latuff (Twitter: @CarlosLatuff) é um desenhista nato. Nasceu com esse talento e teve a competência e sorte de conseguir sobreviver por ele. Mas não como esperava: fechadas as portas da grande mídia, foi encontrar abrigo na imprensa alternativa. O contato com jornais de esquerda fez do jovem desenhador um homem militante, pero sin perder el arte jamás. Hoje, Latuff se define como artista e militante, consciente de seu trabalho: “Se eu faço uma charge estou emprestando meu traço, meu talento e minha criatividade pra promover uma idéia.” Por meio da internet, suas charges rodaram o mundo e são encontradas em camisas, pôsteres e cartazes em atividades ou manifestações políticas. O chargista nos concedeu uma entrevista de mais de uma hora que disponibilizamos na íntegra em arquivo aqui. Seus desenhos dizem muita coisa e suas palavras também. Publicamos a seguir parte da entrevista- com destaque aos assuntos relacionados a América Latina, tema desse blog. Leia a entrevista

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Hoje é um dia especial. Hoje é um dia triste. Imagine uma missa de um ano de morte, não de uma, mas de mais de 250 mil pessoas. Pense no Haiti. Reze pelo Haiti. Faz um ano que nos sensibilizamos com a tragédia do terremoto. Agora esqueça a missa porque não estamos falando de um país como o nosso.

Então imagine uma cerimônia de vodú gigante, onde milhões de negros, todo um país, lamentam a perda de seus entes queridos. Se for difícil imaginar tal cerimônia, pense no que lhe venha à cabeça ao ouvir falar em vodú. Agora, num último delirio imagine oito milhoes de haitianos com agulhas nas mãos espetando bonecos. Pense em quem representariam os bonecos que eles amaldiçoam. Sentiu alguma espetada? Continua aqui

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Por Moisés Nascimento[1]

*Para Marcos A. Ramos

“Há literaturas de que um homem não precisa sair para receber cultura e enriquecer a sensibilidade; outras, que só podem ocupar uma parte da sua vida de leitor, sob pena de lhe restringirem irremediavelmente o horizonte. Assim, podemos imaginar um francês, um italiano, um inglês, um alemão, mesmo um russo e um espanhol, que só conheçam os autores da sua terra e, não obstante, encontrem neles o suficiente para elaborar a visão das coisas, experimentando as mais altas emoções literárias.

“A nossa literatura é galho secundário da portuguesa, por sua vez arbusto de segunda ordem no jardim das Musas…”

O trecho acima faz parte do prefácio do livro Formação da literatura brasileira – momentos decisivos, de Antonio Candido[2] e servirá de base para o desenvolvimento do nosso trabalho. O autor levanta alguns questionamentos no mínimo intrigantes ao afirmar que a literatura feita no Brasil, de um modo geral, é “galho secundário da portuguesa”. Continua…

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