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A crise provocada pelo assassinato de Raul Reyes um dos líderes das Farc pelo exército colombiano em território do Equador pede que o blog volte a ser atualizado. Porém, o fato surge num momento complicado porque essa semana estou envolvido com questões das cerimônias de formatura de minha turma. Logo que tiver tempo faço um texto mais geral sobre isso. Em breve pretendo voltar a atualizar esse espaço a partir das leituras que tenho feito e que vou fazer para meu trabalho de conclusão de curso sobre a Telesur.

Sobre a crise deixo o comentário sucinto de Marcelo Salles para o blog do Fazendo Media:

“Então ficamos assim: o exército colombiano invade o Equador, executa 15 guerrilheiros das Farc enquanto dormiam e as corporações de mídia ensinam que o malvado da história é o presidente da Venezuela. Detalhe: o repórter da TV Globo tem informado sobre o conflito das Farc com o governo colombiano de… Buenos Aires. Depois não sabem porque cada vez menos pessoas acreditam no que publicam.”

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La matriz energética/industrial basada en combustibles fósiles, que sustenta la actual civilización urbana industrial y el estado de desarrollo se encuentra en crisis. Vivimos en el momento en el que estas fuentes de energía estén agotándose, por lo que el capitalismo imperativamente busca nuevas formas de generación de energía, incluyendo los agrocombustibles. Desde nuestra perspectiva como países agroexportadores del Sur, sometidos a esta condición bajo la lógica de la deuda externa y de nuestra historia colonial, los agrocombustibles profundizan el modelo del agronegocio y de la agricultura industrial, entendida como la sumatoria de monocultivos, biotecnología, agrotóxicos y capital financiero y exportación.

(Parte de “documento de posición del Sur Global sobre Soberanía Alimentaria, Soberanía Energética y la transición hacia una sociedad post-petróleo”)

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O sociólogo e professor da Univerisdade de Buenos Aires Atilio Borón aponta Hugo Chávez – ao contrário do que diz a Grande Mídia- como um dos governantes mais lúcidos da América Latina. Porém, ele lamenta que poucos covernantes tenham a mesma firmeza que o presidente venezuelano.

Lúcido, dizíamos, porque é consciente como pouco da importância de fomentar a integração económica e política dos nossos países. Sabe que os grandes centros do capitalismo metropolitano juntam suas forças em esquemas de integração, como a União Europeia, que potenciam sua capacidade de pressionar e extorquir o Sul; ou mediante tratados de “livre comércio” onde os Estados Unidos, como centro do império, reorganiza em seu proveito a vida económica das suas províncias exteriores com a cumplicidade das oligarquias latino-americanas e dos governos de turno. Chávez sabe muito bem que este processo de progressiva unificação das metrópoles capitalistas, sob a hegemonia incontestada de Washington, para ser eficaz exige manter na sua dispersão e desunião os países da periferia. Daí a insistência em convocar à união dos nossos povos e a absoluta coerência das suas iniciativas políticas continentais – sempre criticadas e até ridicularizadas pela assim chamada ‘imprensa de referência’ e pela opinião ‘bem pensante’ como faraónicas, megalomaníacas, etc – com esta ideia central.

Lamentavelmente, Chávez encontra poucos acompanhantes do seu porte entre os governantes da região. Se Bolívar comprovou, no final da sua vida, contemplando horrorizado o panorama de guerras civis e governos em decomposição que o cercavam, que havia ‘arado no mar’, até que ponto Chávez não estará a ‘arar no mar’? Pergunta que se justifica quando se observa que as suas principais iniciativas de integração, como o Banco do Sul ou o Gasoduto do Sul, despertam a aprovação retórica dos governantes do Mercosul mas estes a seguir remetem o assunto aos ‘organismos técnicos’ dos seus respectivos governos onde uma legião de tecnocratas neoliberais (habitualmente ex ou futuros consultores ou funcionários do Banco Mundial ou do FMI) encarregam-se de erguer todos os obstáculos possíveis para demonstrar a inviabilidade ‘técnica’ do projeto.”

Borón aponta o governo Lula como principal seguidor disso que ele chama de ‘estratégia do sim, mas não’, e cita o ‘pacto diabólico’ (usando expressão de João Pedro Stedile) entre Lula e Bush.

Leia o texto completo aqui

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No início do mês de julho estive em Brasília para participar como observador do 50o Congresso da União Nacional dos Estudantes (Une). Por falta de tempo não consegui aproveitar muito do encontro, tampouco conhecer a capital brasileira como um todo. Fiz um pouco de cada e não gostei muito nem me surpreendeu.

Brasília é naturalmente seca e quente como o inferno. O Conune também lembra um pouco a terra de Satã. Num encontro de jovens com ideais meu otimismo esperava um pouco mais de amor e tolerância e menos egoísmo. Mas talvez seja algo natural da política. E também pode ser natural todo o jogo de interesses que vai dos deputados aos nossos políticos juniores. Ou talvez seja isso tudo apenas uma das várias maneiras de se fazer política.

Enfim, continua tudo como está. A principal entidade estudantil do maior país latinoamericano continua nas mão de quem sempre esteve (UJS-PCdoB) nos últimos 16 anos ou algo próximo disso. A prática política da UJS é muito questionada, mas visivelmente eles tem a maioria dos delegados sempre, muitas vezes usando métodos não muito ortodoxos. A aliança alguns setores do PT parecem ter um olho lá em 2010.

Continua como está. A Une não consegue mais aglutinar as forças estudantis como em tempos atrás. Isso se deve não só ao seu aparelhamento por um grupo político mas também às próprias mudanças da sociedade brasileira e mundial nas últimas décadas.

De melhor, o que trouxe de melhor do encontro foi conhecer algumas pessoas, em destaque para Víctor, um hippie venezuelano chavista convicto. Usando gorro com as cores da bandeira de seu país encobrindo parte de seus cabelos brancos, de longe imaginei que aquele senhor tinha muita história pra contar. De sua boca carente de boa parte dos dentes frontais saíam palavras carregadas de certeza que seu país agora era muito melhor. E não se trata de alguém que tivesse interesses obscuros mas da opinião de uma testemunha da história da Venezuela, a qual Víctor demonstrou-nos conhecer muito bem.

A surpresa maior é que esse senhor hippie costuma acessar a internet sempre. De lá costuma ler textos e fazer contatos. Meu e-mail já está na mala direta de Víctor e anuncio com alegria que em breve atualizarei o blog com alguns conteúdos enviados pelo colega venezuelano. Quem mais quiser colaborar também é muito bem-vindo. Abraços!

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Clique aqui para ler um excelente texto sobre a situação da esquerda num dos países mais importantes da América Latina, o México.

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A pergunta acima inquieta várias vozes políticas pró-ou contra o regime pós-revolucionário cubano. Decerto, a ilha não é um paraíso proclamado por alguns setores míopes da esquerda, tampouco o inferno abominado pelas elites econômicas e midiáticas. Cuba e o regime castrista tem muito a nos ensinar, tanto positivamente como negativamente. Os atos solidários, as missões médicas, a educação e saúde de qualidade, o incentivo ao esporte. Porém, a falta de liberdade contradiz a própria idéia de socialismo. “A redução da teoria e análise marxistas a formulações dogmáticas, a repressão de toda a dissidência, o controle total da imprensa e da educação acabam por eliminar todo o verdadeiro debate de idéias na sociedade” afirma o jornalista Carlos Gabetta. O fato de um país tão pequeno como Cuba, de PIB tão irrelevante para o mundo despertar tamanha atenção aponta a importância geopolítica do país que outrora fora uma colônia produtora de açúcar e um puteiro de luxo para a classe alta estadunidense.

Com certeza a morte de Fidel provocaria uma tara da direita internacional, especialmente dos EUA, de dar um golpe militar para implantar mais uma democracia representativa nos moldes idealizados pelo projeto neoliberal, com reformas capitalistas que almejariam mais uma destruição de um modelo sócio-econômico alternativo do que propriamente a instalação de uma democracia de fato. Porém, não se sabe quando isso pode vir a acontecer e se seria viável uma intervenção militar ou uma transição pacífica ao capitalismo. Durante o período de doença do “comandante”, o seu irmão Raúl Castro assumiu o governo e emerge como sucessor natural de Fidel. Mas Raúl é apenas 3 anos mais novo do que o irmão, que já está em idade avançada. Ou seja, será chegada a hora de passar o bastão para os mais jovens que não foram protagonistas da revolta que tomou o poder em 59 e que como os indivíduos massificados do livro 1984, de George Orwell, não tem conhecimento real de como eram as coisas antes da revolução. A consciência revolucionária parece ser grande no país, mas a necessidade de mudanças parece maior ainda depois de quase 50 anos desse regime.

Em artigo para a edição argentina do Le Monde Diplomatique, Gabetta aponta a possibilidade de uma transição não-capitalista, embalada pela ascesdência das esquerdas latino-americanas, com abertura política do regime e reformas econômicas de inspiração socialista para combater a total panificação estatal.

Desperta uma grande curiosidade saber o que o futuro reserva para a paradisíaca ilha caribenha, todavia, não se deve precipitar. Fidel continua vivo. E falante… Uma voz que, por sua história, não pode ser desprezada.

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Porto Rico é um lugar de situação política bem peculiar. Um país que em pleno século 21 não foi descolonizado e segue sendo dependente dos EUA. Mas isso está cada vez mais próximo de mudar. O Comitê Especial de Descolonização da Onu aprovou uma resolução para levar o caso para a Assembléia Geral da Organização.

A informação é da Adital. Leia matéria completa aqui

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*Charge de Ángel Boligan, para o site da Telesur

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O Conselho Internacional do Fórum Social Mundial declidiu nesta quinta-feira (31 de maio) que a sede do Fórum Social Mundial será Belém, capital do Pará. Diante de outras propostas de loutras cidades brasileiras -Porto Alegre, Curitiba, Salvador- ou de outros países ou continentes- Indonésia, Coréia do Sul, África.

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A carta enviada ao Conselho Internacional pela candidatura da Amazônica defende que “a realização do Fórum Social Mundial, na Amazônia, tem grande representação simbólica e vem somar esforços ao prestar visibilidade para a temática da conservação dos recursos naturais e o respeito à pluralidade de modos de vida que vem sendo ameaçados pelo avanço do processo de globalização neoliberal nessa região estratégica para o planeta.”

Além disso, pede que a candidatura seja considerada “não como uma candidatura do Brasil, mas como a candidatura de uma região que possui nove paises, milhares de povos indígenas com centenas de línguas e uma diversidade socioambiental das mais ricas do planeta. Possui também grandes contrastes sociais e hoje é vista como região estratégica para as grandes transnacionais e corporações que exploram nosso povo e nossa riqueza.” Conclui que “se um outro mundo é possível, a região Amazônica reúne todas as condições para a construção desse novo mundo!

Em 2008, o FSM novamente não terá um evento unificado, acontecendo em diferentes sedes nos diversos continentes.
Mais informações aqui

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Em menos de um mês de existência o blog Soy Loco Por Ti consegue detaque na imprensa nacional… hehehe
Meu artigo sobre o caso da RCTV (post anterior) foi publicado no Observatório da Impensa. Uma honra sair na mesma seção em que assinam intelectuais do nível de Muniz Sodré e Nildo Ouriques, este último considerado um dos maiores especialistas em América Latina do Brasil.

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Link para o artigo aqui

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