Primeiro de quatro partes do especial que escrevi quando estive na cidade de Potosí (Bolívia) para o site novae.
Entre os séculos 16 e 17 Potosí foi uma das mais importantes e vivas cidades do mundo, com população maior que a de Paris ou Nova Iorque. Isso porque em 1545 foram descobertas imensas jazidas de prata no Cerro Rico, a montanha-guardiã da cidade.
O ciclo da prata gerou grande fluxo populacional e riqueza econômica e cultural, a ponto de a expressão “vale um Potosí” ser usada para designar coisas muito valiosas ou de
valor incalculável. Foram construídas belas igrejas, monumentos, edifícios históricos, e diversas obras importantes foram produzidas por artistas que ali se instalaram.
Infelizmente, nem tudo continua como antes: igrejas saqueadas, prédios coloniais mal-cuidados e, principalmente, pobreza são parte da paisagem potosina nos dias de hoje. Ainda assim, as estreitas ruas da Potosí moderna exalam um misto de charme e decadência coloniais, consequência da voracidade do capitalismo mercantil, resumido na citação de Eduardo Galeano no clássico As Veias Abertas da América Latina, que a define como “a cidade que mais deu ao mundo e que menos tem.”
Especial “Quanto vale um Potosí?”
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-Turismo nas minas
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November 18th, 2009 at 6:34 pm
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November 29th, 2009 at 7:34 pm
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