Selon les traditions indiennes, la feuille de coca a une valeur spirituelle et relie les êtres humains avec le monde des dieux. Civilizações tão antingas como a de Tihuanaco (région de l'Altiplano bolivien) déjà montré des signes d'utiliser la feuille dans les différentes représentations de vases anthropomorphes et les ustensiles qui portait la défense ordinaire dans la joue, constantemente avistada entre os camponeses andinos. Acredita-se trepanações (perfurações cranianas) realizadas pelas civilizações antrestrais séculos atrás só poderiam ser realizadas mediante um potente anestésico, supõe-se que a coca era utilizada para essas operações surpreendemente realizadas com habilidade por civilizações tão antigas. 
Além de anestésica, a coca tem forte propriedade energética e ajuda a combater o mal-estar decorrente da altitude. Os camponeses até hoje costumam “picchar” coca (consiste em manter as folhas na bochecha e pressionar para retirar seu líquido- e não exatamente mascá-la) diversas vezes ao dia para vencer o cansaço do duro trabalho rural e longas caminhadas pelas montanhas.
O desgastante labor das minas também apóia-se da folha sagrada. Numa visita a cooperativas mineiras de Potosi, Bolivie, pode-se notar a onipresenca da bolota de folha nas bochechas de descendencia indígena dos trabalhadores. Conta-se que no auge do período de exploração da prata, a Igreja chegou a proibir o uso da coca nas minas por considerar um ato promíscuo e sujo, mas teve que voltar atrás por ordem da coroa espanhola ao constatar que a produtividade dos escravos indígenas havia caído sem a folha de coca.
A chegada de Evo Morales a presidência da Bolívia causou grande alvoroço no país e na imprensa nacional, já que o presidente despontou na carreira política como líder sincical de uma das principais regiões produtoras de folha de coca e também de cocaína do país.
Mas há que ficar claro, que são coisas diferentes. Como dizem as camisas vendidas como souvenir na Bolívia e no Peru: a folha de coca não é droga. “Cinco mil anos de consumo tradicional sem dano para o organismo humano, demonstram que o problema surgiu quando o Ocidente (o invasor branco) tocou a folha de coca e a converteu em cocaína”. Essa frase de Jorge Hurtado, pesquisador e diretor do Museu da Coca en La Paz, poderia resumir esse post. A criminalização da coca é um ataque violento contra a cultura tradicional andina.
Extras:
- Ensaio monográfico da estudante espanhola Cristina Félix, selecionda em primeiro lugar no concurso da Route Inca.
- Videoclip Hoja Verde de la Coca, de Micky Gonzales, mostra um pouco da cultura andina e a presença da coca:






Ce site utilise commentaires IntenseDebate, mais ils ne sont pas chargés, soit parce que votre navigateur ne supporte pas le JavaScript, ou ils ne se charge pas assez vite.
Soyez le premier à démarrer une conversation