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	<title>Soy loco por ti, América Latina!</title>
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	<description>Informações sobre política, história e cultura da América Latina</description>
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		<title>TV Loco Por Ti</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Sep 2010 15:18:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Taveira</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Todo louco tem sua mania, seu delírio, seu objetivo impossível. Nossa loucura é acreditar numa América Latina descolonizada, unida, livre, soberana, solidária, respeitosa e reconhecedora de sua diversidade cultural. Ninguém é louco só um pouco, como: &#8220;Eu sou Napoleão Bonaparte, mas só uso o chapéu, o uniforme não uso porque não sou tão louco assim&#8221;. [...]]]></description>
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<p>Todo louco tem sua mania, seu delírio, seu objetivo impossível. Nossa loucura é acreditar numa América Latina descolonizada, unida, livre, soberana, solidária, respeitosa e reconhecedora de sua diversidade cultural. Ninguém é louco só um pouco, como: &#8220;Eu sou Napoleão Bonaparte, mas só uso o chapéu, o uniforme não uso porque não sou tão louco assim&#8221;. Sua loucura leva a outras coisas, a viajar no próprio universo da sua paixão. Estas linhas não bastam, brotam imagens, canções, vídeos, quadros, poesias. Tentando dar vazão a essa quantidade de informação que vamos acessando mediante nossa loucura por América Latina- Abya Yala, Nuestra América, Pátria Grande ou como queiram chamar- criamos a TV Loco Por Ti. Através dela estaremos divulgando alguns vídeos que fazem refletir sobre nossa realidade. A TV fica localizada lá embaixo, na coluna da direita e será atualizada periodicamente, assim, sempre que entrar no site haverá uma sugestão de vídeo, filme ou documentário nossa.</p>
<p>Pra começar um dos maiores clássicos do documentarismo latino-americano: La Hora de los Hornos (A Hora dos Fornos, em português).<span id="more-1111"></span> Quem dirige é Fernando &#8220;Pino&#8221; Solanas, renomado cineasta argentino, um dos pinoneiros do movimento do Novo Cinema Latino-Americano, ex-candidato presidencial e atualmente deputado federal pelo movimento <a href="http://www.proyecto-sur.com.ar/">Proyecto Sur</a>. Um mordaz crítico do capitalismo e do colonialismo, ele denuncia a exploração e a pobreza no continente no seu tradicional estilo de imagens fortes e narração em off. O filme é em preto e branco, narrado em espanhol e é apenas um dos fimes que compõe a trilogia La Hora de los Hornos. Assista abaixo:</p>
<p><script type="text/javascript" src="http://en.sevenload.com/pl/GveJ9q1/500x408"></script>
<p>Link: <a href="http://en.sevenload.com/videos/GveJ9q1-La-hora-de-los-hornos"><img src="http://static.sevenload.net/img/sevenload.png" width="66" height="10" alt="La hora de los hornos" /></a></p>
<p>Posts relacionados:<br />
- <a href="http://soylocoporti.com/?p=124">Memória do Saque</a><br />
- <a href="http://soylocoporti.com/?p=234">Nuevo Cine Latinoamericano</a><br />
Entrevista (Carta Maior):<br />
- <a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16436&#038;editoria_id=3">Solanas denuncia delírio neoliberal contra meio-ambiente</a></p>
<a href="http://www.facebook.com/share.php?u=http%3A%2F%2Fsoylocoporti.com%2F%3Fp%3D1111&amp;t=TV%20Loco%20Por%20Ti" id="facebook_share_button_1111" style="font-size:11px; line-height:13px; font-family:'lucida grande',tahoma,verdana,arial,sans-serif; text-decoration:none; display: -moz-inline-block; display:inline-block; padding:1px 20px 0 5px; margin: 5px 0; height:15px; border:1px solid #d8dfea; color: #3B5998; background: #fff url(http://b.static.ak.fbcdn.net/images/share/facebook_share_icon.gif) no-repeat top right;">Share</a>
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		<title>Eduardo Galeano que cabe no bolso</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Aug 2010 22:06:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Taveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Uruguai]]></category>

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			</a>
		</div>
<p><a href="http://soylocoporti.com/wp-content/uploads/2010/08/eduardo-galeano-by-juan-manuel.jpg"><img src="http://soylocoporti.com/wp-content/uploads/2010/08/eduardo-galeano-by-juan-manuel-228x300.jpg" alt="" title="eduardo galeano by juan manuel" width="228" height="300" class="alignright size-medium wp-image-1094" /></a>Vez ou outra passo por uma banca de jornais e encontro entre os livros alguma obra do escritor uruguaio Eduardo Galeano. A responsável pela publicação é a editora LP&#038;M em sua coleção LP&#038;M Pocket que oferece livros com a praticidade e o preço acessível dos pocket books. Os livros de bolso geralmente custam cerca da metade que uma edição normal. As obras de Galeano que podem ser encontrados em formato pocket são O Teatro do Bem e do Mal, Dias e Noites de Amor e de Guerra, De Pernas Pro Ar, Vagamundo, Bocas do Tempo, Futebol Ao Sol e À Sombra, Mulheres e O Livro dos Abraços.<span id="more-1042"></span></p>
<p>&#8220;Abra este livro com cuidado: ele é delicado e afiado como a própria vida.&#8221; Comecei a ler <a href="http://www.lpm-editores.com.br/site/default.asp?Template=../livros/layout_produto.asp&#038;CategoriaID=527090&#038;ID=915280">O Livro dos Abraços </a>e parei logo, achei chato. Um ano depois retomei com uma voracidade incrível, me apaixonei pela simplicidade e sensibilidade das pequenas historinhas ali contadas. Devorei-o, com uma imensa pena terminei. Fiz operação tartaruga nas últimas páginas, tentava conter-me pra não ler mais do que uma ou duas historinhas por dia para que não acabasse o pequeno prazer diário que encontrava naquelas singelas páginas. </p>
<p><a href="http://www.lpm-editores.com.br/site/default.asp?Template=../livros/layout_produto.asp&#038;CategoriaID=527090&#038;ID=845274">De Pernas pro Ar</a> é um livro irônico, declara-se &#8220;escola do mundo ao avesso&#8221;. O autor aponta com seu bom humor mordaz muitas das incoerências da nossa sociedade.</p>
<p>Em <a href="http://www.lpm-editores.com.br/site/default.asp?Template=../livros/layout_produto.asp&#038;CategoriaID=527090&#038;ID=462816">O Teatro do Bem e do Mal</a> a intenção é outra vez revelar, sem deixar de zombar, algumas verdades esquecidas pela maioria da mídia corporativa e pelos governantes tradicionais. Desvendar o jogo da política e o maniqueísmo que a maioria da população não consegue enxergar. Do cowboy texano dono do mundo ao barbudo mais procurado do Oriente, quem é o mocinho e quem é o vilão? Há mocinhos e vilões? Um livro curto mas provocante e revelador.</p>
<p>Conhecido sobretudo por escrever o grande clássico As Veias Abertas da América Latina, fruto de extensa pesquisa e senso crítico do então jovem autor, Galeano é sem dúvidas um dos mais sensíveis escritores da atualidade, um amante das pequenas coisas e mordaz crítico das injustiças &#8220;normais&#8221; de nosso tempo. Eu costumo dizer que quem quer gostar de Eduardo Galeano não deve começar por ler As Veias Abertas. Livro de duro, denso, difícil, ainda que carregue um tanto da indignação que lhe é costumaz e lampejos do sopro de sensibilidade que carrega. Qualquer outro livro, algum deles coletâneas, é de uma leveza incrível, ainda quando pretende bater de frente com as injustiças. Galeano é sempre um convite para ver o mundo com outros olhos e senti-lo com outro coração. E de uma inevitável sedução pela América Latina. Apaixone-se. Não custa caro. Cabe no seu bolso.</p>
<p>Veja a <a href="http://www.lpm-editores.com.br/site/default.asp?TroncoID=805134&#038;SecaoID=836333&#038;SubsecaoID=0&#038;FiltroListagem=Simplificada&#038;Pag=1&#038;FiltroCategoria=*&#038;FiltroCampo=Autores&#038;FiltroStr=eduardo+galeano&#038;FiltroOrdem=Referencia%2CCreatedOn+DESC&#038;Filtrar=Filtrar">coleção completa</a> dos pocket books do Galeano.</p>
<p>Posts relacionados:<br />
- <a href="http://soylocoporti.com/?p=616">Escritores em primeira pessoa</a><br />
- <a href="http://soylocoporti.com/?p=186">As Veias Abertas da América Latina</a><br />
- <a href="http://soylocoporti.com/?p=137">Eduardo Galeano é escolhido cidadão ilustre do Mercosul</a><br />
- <a href="http://soylocoporti.com/?p=20">Com a palavra, Eduardo Galeano</a></p>
<a href="http://www.facebook.com/share.php?u=http%3A%2F%2Fsoylocoporti.com%2F%3Fp%3D1042&amp;t=Eduardo%20Galeano%20que%20cabe%20no%20bolso" id="facebook_share_button_1042" style="font-size:11px; line-height:13px; font-family:'lucida grande',tahoma,verdana,arial,sans-serif; text-decoration:none; display: -moz-inline-block; display:inline-block; padding:1px 20px 0 5px; margin: 5px 0; height:15px; border:1px solid #d8dfea; color: #3B5998; background: #fff url(http://b.static.ak.fbcdn.net/images/share/facebook_share_icon.gif) no-repeat top right;">Share</a>
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		<title>Os indígenas e o conflito militar na Colômbia</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Aug 2010 14:10:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Taveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Colômbia]]></category>
		<category><![CDATA[Indígenas]]></category>
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		<description><![CDATA[Lançamos em primeira mão aqui no Soy Loco Por Ti o pequeno documentário que fiz depois de uma viagem pela Colômbia em julho. Está em espanhol e sem legendas ainda. Segue a sinopse e o vídeo abaixo: Guerra y Tierra es un documental que entrevista indígenas y ciudadanos colombianos acerca de como el conflicto militar [...]]]></description>
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		</div>
<p>Lançamos em primeira mão aqui no Soy Loco Por Ti o pequeno documentário que fiz depois de uma viagem pela Colômbia em julho. Está em espanhol e sem legendas ainda. Segue a sinopse e o vídeo abaixo:</p>
<p><em>Guerra y Tierra es un documental que entrevista indígenas y ciudadanos colombianos acerca de como el conflicto militar interno afecta los pueblos originários del país y sobre el futuro de los indígenas. </em></p>
<p><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/OvQxG0xHVIo?fs=1&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/OvQxG0xHVIo?fs=1&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
<p>Em breve, artigos sobre a Colômbia&#8230;</p>
<a href="http://www.facebook.com/share.php?u=http%3A%2F%2Fsoylocoporti.com%2F%3Fp%3D1088&amp;t=Os%20ind%C3%ADgenas%20e%20o%20conflito%20militar%20na%20Col%C3%B4mbia" id="facebook_share_button_1088" style="font-size:11px; line-height:13px; font-family:'lucida grande',tahoma,verdana,arial,sans-serif; text-decoration:none; display: -moz-inline-block; display:inline-block; padding:1px 20px 0 5px; margin: 5px 0; height:15px; border:1px solid #d8dfea; color: #3B5998; background: #fff url(http://b.static.ak.fbcdn.net/images/share/facebook_share_icon.gif) no-repeat top right;">Share</a>
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		<title>Filme: Estado de Sítio</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Aug 2010 03:07:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Taveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura e Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Ditadura]]></category>
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			</a>
		</div>
<p>O filme foi dirigido nos anos 70 pelo mestre do cinema político, o grego Costa-Gravas. A produção é européia mas o enredo é latino-americano. Baseado numa história real passada pouco anos antes no Uruguai, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89tat_de_si%C3%A8ge">Estado de Sítio</a> conta a atuação dos tupamaros, grupo guerrilheiro urbano que aterrorizou a ditadura direitista do país. O roteiro é baseado na mais famosa ação dos tupamaros: o sequestro de um agente norte-americano e um cônsul brasileiro. A princípio, o motivo da escolha do um cidadão estadunidense é uma incógnita, logo desvendada nas cenas que retratam a primeira entrevista dos guerrilheiros com o sequestrado, uma conversa que pouco a pouco vai revelando as do relações do agente com o serviço secreto dos EUA e o treinamento de militares e torturadores preparados para agir em outros países sul-americanos. </p>
<p>É um filme mais de política que de ação, então, o que vai dar a tônica são justamente os reveladores interrogatórios, embora o clima de suspense esteja sempre presente. Vale apena conferir esse clássico, fruto de excelente pesquisa dos roteiristas. Assista abaixo na íntegra:</p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89tat_de_si%C3%A8ge">Estado de Sítio</a>:<br />
<object width="480" height="360"><param name="movie" value="http://www.dailymotion.com/swf/video/xuzf1_estado-de-sitio-costa-gavras-1973_news?additionalInfos=0"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowScriptAccess" value="always"></param><embed type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.dailymotion.com/swf/video/xuzf1_estado-de-sitio-costa-gavras-1973_news?additionalInfos=0" width="480" height="360" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object><br /><b><a href="http://www.dailymotion.com/video/xuzf1_estado-de-sitio-costa-gavras-1973_news">ESTADO DE SITIO ( COSTA GAVRAS , 1973 )</a></b><br /><i>Enviado por <a href="http://www.dailymotion.com/klaudia_daniela">klaudia_daniela</a>. &#8211; <a href="http://www.dailymotion.com/br/channel/news">Videos de noticias do mundo inteiro. </a></i></p>
<p>Acompanhe também o especial de Breno Altman, editor do ótimo site <a href="http://operamundi.uol.com.br/reportagens_especiais_ver.php?idConteudo=5601&#038;utm_source=twitterfeed&#038;utm_medium=twitter">Opera Mundi</a>, sobre os tupamaros e seu mais ilustre membro, o atual presidente Pepe Mojica.</p>
<a href="http://www.facebook.com/share.php?u=http%3A%2F%2Fsoylocoporti.com%2F%3Fp%3D1079&amp;t=Filme%3A%20Estado%20de%20S%C3%ADtio" id="facebook_share_button_1079" style="font-size:11px; line-height:13px; font-family:'lucida grande',tahoma,verdana,arial,sans-serif; text-decoration:none; display: -moz-inline-block; display:inline-block; padding:1px 20px 0 5px; margin: 5px 0; height:15px; border:1px solid #d8dfea; color: #3B5998; background: #fff url(http://b.static.ak.fbcdn.net/images/share/facebook_share_icon.gif) no-repeat top right;">Share</a>
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	var button = document.getElementById('facebook_share_link_1079') || document.getElementById('facebook_share_icon_1079') || document.getElementById('facebook_share_both_1079') || document.getElementById('facebook_share_button_1079');
	if (button) {
		button.onclick = function(e) {
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		<title>Entrevista: Paulo Cannabrava</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Jul 2010 18:56:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Taveira</dc:creator>
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<p><strong>Como começou sua paixão pelo jornalismo e pela America Latina?</strong><br />
Acho que nasci com a paixão pelo jornalismo. Nasci com um ponto de interrogação na testa, querendo respostas pra tudo. Isso me levou pro jornalismo, e até hoje eu sou um bom jornalista porque sou um grande perguntador, quero saber porquê. O que me levou a America Latina foi o contato nos foros internacionais e a Revolução Cubana, que em 1961 me nomeou correspondente da Prensa Latina, fui &#8220;caçado&#8221; pelos jornalistas latino-americanos, porque era um cara bem articulado no jornalismo e interessado no que acontecia no continente. Aí eu fui ser correspondente da Prensa Latina e isso estreitou meus laços e me tornei latino-americano, com consciência de ser brasileiro e latino-americano.<span id="more-1071"></span><br />
<strong><br />
O senhor já viveu e visitou vários países da região. O que o acha que nos une? Quais as nossas diferenças?</strong><br />
As diferenças fazem parte da nossa riqueza, então elas também nos unem. Porque a diversidade é nossa riqueza: a diversidade cultural, que inclusive temos no Brasil que é o maior país do continente. O que nos deve unir é que nós só podemos construir um futuro unidos, nós só podemos enfrentar a voracidade imperialista unidos, só podemos construir a verdadeira independência unidos. Sem um projeto estratégico de integração latino-americana, nós vamos nos desunir e aprofundar as diferenças, então as diferenças vão ser negativas ao invés de ser positivas.</p>
<p><strong>O senhor esteve muito próximo a alguns governos militares com caráter popular e de esquerda, algo inimaginável hoje aos brasileiros que temos como referencia o governo militar de direita e autoritário. Como foi isso?</strong><br />
Antes de 64 existia nas Forças Armadas Brasileiras um conjunto enorme de oficiais nacionalistas, democráticos, que estavam empenhados num projeto de construção do país junto com um governo democrático, eleito e que tinha um projeto nacional. O projeto era civil e militar. Depois do golpe foram milhares de cassados, esvaziaram as Forças Armadas dos melhores quadros.  Foram perseguidos, cassados, expulsos. Ficaram aqueles submissos as estratégias superiores do Comando Sul dos Estados Unidos, aqueles que haviam sido seduzidos a partir da convivência, dessa promiscuidade entre os serviços de inteligência.</p>
<p>Quando eu fui para outros países da América Latina continuei convivendo com esses oficiais que estavam em seus países interessados em construir pátria, em ser patriotas.  Assim foi na Bolívia, no Peru, no Panamá. Eram militares iguais aqueles que foram expulsos das Forças Armadas Brasileiras. Eu ainda tenho esperança de que os militares brasileiros adquiram essa consciência de que é preciso fazer pátria.<br />
<strong><br />
O que esses governos progressistas deixam de aprendizado?</strong><br />
Que é preciso ter coragem e fazer as coisas, fazendo as coisas acontecem. Precisa tirar a bunda da cadeira e sair pra rua, com coragem, exigir os seus direitos. Aonde isso aconteceu, aonde os estudantes e os trabalhadores tiraram a bunda da cadeira e foram à luta as coisas aconteceram.<br />
<strong><br />
Como o senhor analisa a mídia latino-americana?</strong><br />
A mídia latino-americana em geral parece feita por um cara só, uma pessoa só, com raríssimas exceções. O duro é que aquela que é de massa, aquela que é a grande mídia essa parece ser feita por uma pessoa só.<br />
<strong><br />
O que devem fazer os movimentos políticos e sociais para furar o bloqueio midiático?</strong><br />
Deve fazer as discussões críticas e exigir a honestidade dos meios. Na escola vocês podem pegar os jornais de São Paulo, colocar todos eles na mesma mesa, e vai ver  que é tudo a mesma coisa, fazer uma crítica construtiva disso, porque não temos um jornalismo melhor? E cobrar dos meios, questionar, mandar cartas, pedir cobertura honesta das coisas, exigir que respeitem a política exterior de seu próprio país, por exemplo.  Imagine se um jornalista nos Estados Unidos contestar a política exterior do seu governo, imagina o que acontece com ele. Lá que é a democracia, né? Mas imagine se um jornalista lá tiver a coragem de fazer isso, ele vai ser considerado desertor e isso é muito grave. Lá todo mundo tem que estar integrado como um soldado na guerra permanente que eles estão travando contra a humanidade.<br />
<strong><br />
Está aumentando a integração continental nos últimos anos?</strong><br />
Eu acho que está melhorando sim. Está havendo um maior entendimento entre os governos mas isso só vai fazer sentido quando começar a haver integração entre os grupos sociais, sindicatos, estudantes, movimentos culturais, aí vai fazer sentido a integração.</p>
<p><strong>De que trata seu livro No Olho do Furacão?</strong><br />
No Olho do Furacão é um livro catártico, é uma catarse mas acho que dá uma visão diferente do que está na mídia, do que é a América Latina. É um livro de reportagens retrospectivas, o repórter olha pra trás e reconta as histórias que ele presenciou. Acho que o objetivo é que contribuam para que as pessoas olhem essa nossa América Latina como realmente uma coisa nossa.</p>
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		<title>Perú: do império dos Incas ao império da cocaína</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Jun 2010 15:29:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Taveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[Perú]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[O título sugestivo é o nome do livro escrito por Rosana Bond*, lançado em 2004 pela Coedita. A brasileira Rosana foi uma das primeiras jornalistas a entrevistar os guerrilheiros do grupo conhecido como Sendero Luminoso**, que chamou atenção sobretudo nos anos 80 e 90 por ações de terrorismo e sabotagem. A própria autora justifica na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: left; margin-right: 10px;">
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<p><a href="http://soylocoporti.com/wp-content/uploads/2010/06/pcpforma.jpg"><img src="http://soylocoporti.com/wp-content/uploads/2010/06/pcpforma-150x150.jpg" alt="" title="pcpforma" width="150" height="150" class="alignright size-thumbnail wp-image-1062" /></a>O título sugestivo é o nome do livro escrito por Rosana Bond*, lançado em 2004 pela Coedita. A brasileira Rosana foi uma das primeiras jornalistas a entrevistar os guerrilheiros do grupo conhecido como Sendero Luminoso**, que chamou atenção sobretudo nos anos 80 e 90 por ações de terrorismo e sabotagem. </p>
<p>A própria autora justifica na apresentação que na verdade escreveu dois livros em um. Na primeira parte, retrata a vida dos indígenas ancestrais que habitavam o Perú antes da chegada dos colonizadores. Em seguida traz um panorama crítico da história recente do país, com enfoque no movimento guerrilheiro e na ditadura de Alberto Fujimori nos anos 90. <span id="more-1033"></span></p>
<p><a href="http://soylocoporti.com/wp-content/uploads/2010/06/inca.jpg"><img src="http://soylocoporti.com/wp-content/uploads/2010/06/inca-150x150.jpg" alt="" title="inca" width="150" height="150" class="alignleft size-thumbnail wp-image-1063" /></a>O livro se inicia introduzindo uma boa pesquisa sobre o império inca, que a partir do eixo inicial em Cuzco se expandiu pelo Perú e também por parte de Bolívia, Equador, Argentina, Chile, Colômbia e até um mínimo pedaço do Brasil, constituindo o chamado Tahuantinsuyo. Os incas consolidaram um sofisticado sistema de governo, criando uma classe governante responsável de coordenar todo esse amplo território, que se baseava no trabalho comunitário dos ayllus, pequenas comunidades com laços de parentesco. A jornalista busca explicar não só as formas de governo e organização social, como o conceito de &#8220;bem viver&#8221; que prevalecia, as questões espirituais, a relação com a terra e a natureza, e as razões da destruição tão rápida com a chegada dos colonizadores. Da invasão espanhola, retrata a agressão física e simbólica que mesmo assim não eliminou a crença nem o modo de viver dos indígenas e camponeses peruanos, sendo que alguns ainda sonham com a restauração do regime incaico e com a mitológico renascimento de Atahuallpa, o último inca de facto, decaptado pelo conquistador espanhol Pizarro.</p>
<p>Esse resgate histórico não se relaciona fortemente com o a segunda parte do livro mas serve para explicar a aceitação da guerrilha do Partido Comunista do Perú- Sendero Luminoso (PCP-SL)** em algumas regiões rurais do país. O PCP-SL surge de dissidências entre os comunistas peruanos nos anos 60 e 70 e adota a concepção maoísta de guerra popular desde o campo até as cidades, iniciando a luta armada em 1980. O quarteto de sustentação teórica da guerrilha é formado pelo pensamento de Marx, Lênin, Mao Tsé Tung e Mariátegui (primeiro marxista peruano), resumido no Pensamento Gonzalo, em referência a Abimael Guzmán, ex-professor de Filosofia e principal teórico e líder do movimento, conhecido como Presidente Gonzalo entre os guerrilheiros.</p>
<p><a href="http://soylocoporti.com/wp-content/uploads/2010/06/gonzalo.jpg"><img src="http://soylocoporti.com/wp-content/uploads/2010/06/gonzalo-150x150.jpg" alt="" title="gonzalo" width="150" height="150" class="alignright size-thumbnail wp-image-1064" /></a>Como se percebe, a construção do pensamento guerrilheiro basicamente não herda as concepções do incaísmo ou indigenismo, mas seguindo os ensinamentos de Mariátegui, compreende os povos originários como um setor historicamente subjugado e de grande importância para uma revolução popular. Inspirados também no maoísmo, acreditam no cerco da cidade pelo campo. A estratégia do PCP-SL consiste em três etapas em relação ao governo: a defensiva tática, o equilíbrio estratégico e a ofensiva. Eles acreditam que o primeiro período foi superado após duros ataques dos governos peruanos aos guerrilheiros, que usavam ataques a quartéis para roubar armas e sabotagens como corte nas redes elétricas de grandes cidades. Desde muito tempo consideram em fase de equilíbrio estratégico, embora alguns acreditem que o movimento está muito enfraquecido, sobretudo com a prisão de seus principais líderes, inclusive Guzmán, no início dos anos 90. Muitos consideram até mesmo o movimento como extinto, ao contrário do que relata a autora. De fato, o PCP-SL já quase não figura na imprensa internacional e mesmo na peruana, ao contrário do que acontecia décadas atrás quando promovia atentados. Porém sempre foi característica deles quase não falar ou dar entrevista para a mídia.</p>
<p>O Sendero Luminoso foi considerado como um perigoso movimento terrorista pelos EUA, acusado de narcotráfico pelos governos direitistas peruanos e criticados por muitos membros da nova esquerda por suas práticas violentas. Por sua vivência e conhecimento do assunto, Rosana Bond busca nesse livro desmistificar essas imagens criadas do PCP-SL e o defende como um movimento político cujos militantes e mesmo simpatizantes sofreram as mais diversas e cruéis agressões e desrespeitos aos direitos humanos por parte das <a href="http://soylocoporti.com/wp-content/uploads/2010/06/fuji.gif"><img src="http://soylocoporti.com/wp-content/uploads/2010/06/fuji-150x150.gif" alt="" title="fuji" width="150" height="150" class="alignleft size-thumbnail wp-image-1065" /></a>forças policiais e militares. A parceria espúria entre o presidente Alberto Fujimori e seu assessor Vladimir Montesinos dominou o Perú durante uma década (1990-2000). A autora faz diversas denúncias e mostra alguns fatos que vieram à tona depois da queda de ambos (Montesinos foi preso e Fujimori fugiu para o Japão). O envolvimento de Montesinos com o narcotráfico indica que as acusações contra os senderistas podem não passar de balela dos Estados Unidos, que consideravam o Fujimori que destruiu o Perú com o neoliberalismo e corrupção como um bom aliado.</p>
<p>De fato, difícil não pensar em uma associação com as <a href="http://soylocoporti.com/?p=853">Farc-EP</a>: mesmo enfraquecidas, ambas subsistem depois de décadas na luta armada em países onde a esquerda não conseguiu se articular eleitoralmente, ao contrário da maioria dos países vizinhos. Sofrem ataques e acusações da mídia, das elites e da esquerda moderna mas continuam reivindicando seu caráter revolucionário. Enquanto muitas guerrilhas nos anos 60 e 70 adotaram a tática cubana do foco guerrilheiro com apoio inicial sobretudo de estudantes e jovens militantes, as Farc-EP e o PCP-SL foram os que melhor se embrenharam e conseguiram, pelo menos inicialmente, um apoio significativo dos camponeses em algumas regiões rurais. Resta a dúvida: como poderiam sobreviver por tanto tempo?  Associação ao narcotráfico ou apoio popular?</p>
<p><em>* Rosana Bond é editora do jornal <a href="http://www.anovademocracia.com.br">A Nova Democracia</a>, que traz constantemente artigos, reportagens e análises sobre o movimento guerrilheiro no Perú<br />
** A denominação de Sendero Luminoso é comumente usada pela imprensa e faz referência a um texto de Mariátegui, mas é rejeitada pela guerrilha, que prefere ser identificada como Partido Comunista do Perú e não como um conceito vago como sendero luminoso (que significa caminho iluminado) </em></p>
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		<title>Para entender a Venezuela e Hugo Chávez</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jun 2010 19:13:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Taveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Hugo Chávez]]></category>
		<category><![CDATA[Livro]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[De uma rápida aparição como um dos líderes de uma tentativa fracassada de golpe militar até a surpreendente ascenção à Presidência da República por meio do voto popular como uma proposta de reformas sociais, constitucionais e integração regional. Apesar de ser chamado de ditador por alguns setores, nenhum governante atual obteve tantas vitórias eleitorais como [...]]]></description>
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<p>De uma rápida aparição como um dos líderes de uma tentativa fracassada de golpe militar até a surpreendente ascenção à Presidência da República por meio do voto popular como uma proposta de reformas sociais, constitucionais e integração regional. Apesar de ser chamado de ditador por alguns setores, nenhum governante atual obteve tantas vitórias eleitorais como Chávez. À forte oposição da imprensa e classe média venezuela contrapõem-se o amplo apoio dos setores populares e dos parlamentares. </p>
<p>Um processo político contra-hegemônico que já dura mais de dez anos não pode ser explicado com muita facilidade ou apegando-se aos clichês. A tentativa da mídia de massa de impor a pecha de caudilho populista à Hugo Chávez é uma simplificação que não contribui realmente para a compreensão da complexa disputa política que está em jogo. </p>
<p>Abaixo recomendamos alguns livros publicados no Brasil que ajudam a problematizar e entender melhor a Venezuela de hoje, seu governo e o polêmico presidente que já ultrapassa 10 anos de mandato sob a bandeira do que chama de Revolução Democrática Bolivariana. <span id="more-769"></span></p>
<p>Os livros que citamos são de autores como uma visão crítica ao processo de globalização neoliberal e que buscam entender o caso venezuelano a partir da importância da construção de alternativas populares e contra-hegemônicas. Pesa que trata-se de um fenômeno contemporâneo, em pleno acontecimento, e que cada ano que passa surgem novos fatos importantes, mas são obras importantes para entender a essência do processo político em voga nesse país.</p>
<p><a href="http://soylocoporti.com/wp-content/uploads/2010/06/maringoni.jpg"><img src="http://soylocoporti.com/wp-content/uploads/2010/06/maringoni-150x150.jpg" alt="" title="maringoni" width="150" height="150" class="alignleft size-thumbnail wp-image-1046" /></a><strong>- <a href="http://www.fpabramo.org.br/conteudo/venezuela-que-se-inventa-poder-petroleo-e-intriga-nos-tempos-de-chavez">A Venezuela que se inventa: poder, petróleo e intriga nos tempo de Chávez</a><br />
</strong>- <em>Gilberto Maringoni (Ed. Perseu Abramo, 2004)</em><br />
Um dos melhores e mais completos relatos sobre a situação política venezuelana. Maringoni visitou várias vezes o país e entrevistou importantes membros do governo, intelectuais e militantes chavistas e de oposição. Dividido em três partes (Intriga, Petróleo e Poder), o autor busca um resgate da história da Venezuela e da dependência econômica e política do país em relação ao seu principal produto, o petróleo. Busca entender sobretudo o contexto em que Chávez emerge de desconhecido a grande liderança nacional.</p>
<p><a href="http://soylocoporti.com/wp-content/uploads/2010/06/gott.jpg"><img src="http://soylocoporti.com/wp-content/uploads/2010/06/gott-150x150.jpg" alt="" title="gott" width="150" height="150" class="alignleft size-thumbnail wp-image-1047" /></a><strong>- <a href="http://www.expressaopopular.com.br/loja/produtos_descricao.asp?lang=pt_BR&#038;codigo_produto=456">À Sombra do Libertador: Hugo Chávez Frías e a transformação da Venezuela</a></strong> &#8211; <em>Richard Gott (Expressão Popular, 2004)</em><br />
O autor é um respeitado jornalista britânico especializado em América Latina. Gott resgata os importantes personagens históricos- Simón Bolívar, Simón Rodríguez e Ezequiel Zamora- e militares de esquerda &#8211; Torrijos e Velasco Alvarado-  que influenciaram na formação do presidente Chávez e do grupo político que o acompanha. Traz relatos de andanças pelo país e de momentos e estratégias importantes antes e depois do início do governo Chávez. </p>
<p><a href="http://soylocoporti.com/wp-content/uploads/2010/06/nildo.jpg"><img src="http://soylocoporti.com/wp-content/uploads/2010/06/nildo-150x150.jpg" alt="" title="nildo" width="150" height="150" class="alignleft size-thumbnail wp-image-1048" /></a><strong>- Raízes no Libertador: bolivarianismo e poder popular na Venezuela </strong> &#8211; <em>Nildo Ouriques (Org) (Editora Insular) </em><br />
Organizado pelo professor e economista Nildo Ouriques, um dos brasileiros mais próximos do processo bolivariano no qual ajuda como assessor, o livro é uma coletânea de artigos do <a href="http://www.iela.ufsc.br/">IELA</a>, instituto que foi presidido por Ouriques na UFSC. Também resgata a herança política e o legado do pensamento de Bolívar como base da construção de um processo político de caráter popular.</p>
<p><a href="http://soylocoporti.com/wp-content/uploads/2010/06/rovai.jpg"><img src="http://soylocoporti.com/wp-content/uploads/2010/06/rovai-150x150.jpg" alt="" title="rovai" width="150" height="150" class="alignleft size-thumbnail wp-image-1049" /></a><strong>- <a href="http://www.publisherbrasil.com.br/livros/">Midiático Poder: o caso Venezuela e a Guerrilha Informativa</a></strong> &#8211; <em>Renato Rovai (Publisher, 2007)</em><br />
Fruto do estudo de dissertação de mestrado do jornalista e editor da revista <a href="http://www.revistaforum.com.br">Fórum</a> Renato Rovai, centra a discussão no que Gilberto Maringoni chamou de primeiro &#8220;golpe midático&#8221; midatico da história, quando um movimento levou à retirada de Chávez da presidência por 48 horas em 2002. Partindo desse fato, o jornalista analisa o caráter da imprensa comercial venezuelana, sua importância e poder político. Traz ao final um extensa e importante lista de meios de imprensa alternativa de todo o mundo, especialmente da América Latina.</p>
<p><em>Obs: Os livros também podem ser encontrados à venda nos sebos da</em> <a href="http://www.estantevirtual.net">Estante Virtual</a>.</p>
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		<title>Musica uruguaya: No Te Va Gustar</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Jun 2010 01:15:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Taveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura e Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Uruguai]]></category>

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		<description><![CDATA[Irônicos desde o nome, No Te Va Gustar (ou NTVG, como abreviam eles mesmo) é um grupo uruguaio integrado por nove músicos- o que o caracteriza mais como um bando que uma banda. De gostos musicais distintos, o som se forma justamente da mistura da influência musical de cada um: os instrumentos vão desde os [...]]]></description>
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<p><a href="http://soylocoporti.com/wp-content/uploads/2010/06/NO_TE_VA_GUSTAR.2.tif.big_.jpg"><img src="http://soylocoporti.com/wp-content/uploads/2010/06/NO_TE_VA_GUSTAR.2.tif.big_-150x150.jpg" alt="" title="NO_TE_VA_GUSTAR.2.tif.big" width="150" height="150" class="alignright size-thumbnail wp-image-1039" /></a>Irônicos desde o nome, <a href="http://www.notevagustar.com/">No Te Va Gustar</a> (ou NTVG, como abreviam eles mesmo) é um grupo uruguaio integrado por nove músicos- o que o caracteriza mais como um bando que uma banda. De gostos musicais distintos, o som se forma justamente da mistura da influência musical de cada um: os instrumentos vão desde os clássicos do rock como guitarra, baixo e bateria acrescidos de teclado, instrumentos de sopro e percussão. Herdeiros do agradável e divertido rock porteño, os integrantes do grupo dizem que procuram fazer músicas cosmopolitas e que possam agradar a um público de todas as idades e classes sociais. <span id="more-1035"></span></p>
<p>A Tevé Ciudad de Montevidéu fez uma reportagem de 15 minutos com a banda, que pode ser assistida legendada abaixo.<br />
<embed src=http://www.tal.tv/mediaplayer.swf width="400" height="355" align=baseline allowfullscreen=true allowscriptaccess=always flashvars=&#038;displayheight=338&#038;file=http://www.tal.tv/videos/P001241XX.XML&#038;height=355&#038;width=400&#038;autoscroll=false&#038;showdownload=false&#038;autostart=true&#038;shuffle=false&#038;repeat=true&#038;frontcolor=0xff6600&#038;backcolor=0x222222&#038;lightcolor=0x444444 quality=high /></p>
<p>Todas as músicas podem ser ouvidas no <a href="http://www.notevagustar.com">site</a> do grupo.<br />
Fica a dica. Espero que te guste&#8230; Ou não.</p>
<a href="http://www.facebook.com/share.php?u=http%3A%2F%2Fsoylocoporti.com%2F%3Fp%3D1035&amp;t=Musica%20uruguaya%3A%20No%20Te%20Va%20Gustar" id="facebook_share_button_1035" style="font-size:11px; line-height:13px; font-family:'lucida grande',tahoma,verdana,arial,sans-serif; text-decoration:none; display: -moz-inline-block; display:inline-block; padding:1px 20px 0 5px; margin: 5px 0; height:15px; border:1px solid #d8dfea; color: #3B5998; background: #fff url(http://b.static.ak.fbcdn.net/images/share/facebook_share_icon.gif) no-repeat top right;">Share</a>
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		<title>O assassinato de um cantor popular</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Jun 2010 00:56:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Taveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Chile]]></category>
		<category><![CDATA[Ditadura]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Vídeo]]></category>

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		<description><![CDATA[Já havia citado brevemente Victor Jara nesse blog. Grande cantor popular chileno, ele foi cruelmente assassinado nos primeiros dias da ditadura instaurada pelos militares liderados por Augusto Pinochet em 1973. O crime aconteceu no Estádio Nacional que servia de prisão para milhares de militantes. O relato chocante abaixo, que mostra a barbaridade do assassinato, foi [...]]]></description>
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<p><a href="http://soylocoporti.com/wp-content/uploads/2010/06/victorjara_a26011.jpg"><img src="http://soylocoporti.com/wp-content/uploads/2010/06/victorjara_a26011-150x150.jpg" alt="" title="victorjara_a2601" width="150" height="150" class="alignright size-thumbnail wp-image-1011" /></a>Já havia citado brevemente <a href="http://soylocoporti.com/?p=524">Victor Jara</a> nesse blog. Grande cantor popular chileno, ele foi cruelmente assassinado nos primeiros dias da ditadura instaurada pelos militares liderados por Augusto Pinochet em 1973. O crime aconteceu no Estádio Nacional que servia de prisão para milhares de militantes. O relato chocante abaixo, que mostra a barbaridade do assassinato, foi retirado No Olho do Furacão, do jornalista brasileiro Paulo Cannabrava, a partir de relatos de quem esteve lá. <span id="more-995"></span></p>
<p><em>&#8220;Em um dado momento, Victor desceu para a platéia e se aproximou de uma das portas por onde entravam os detidos. Ali topou &#8211; cara a cara &#8211; com o comandante do campo de prisioneiros que o olhou fixamente e fez o gesto mimIco de quem toca violão. Victor assentiu com a cabeça, sorrindo com tristeza e ingenuidade. O militar sorriu, contente com sua descoberta.</p>
<p>Levaram Victor até a mesa e ordenaram que pusesse suas mãos em cima dela. Rapidamente surgiu um facão. Com um só golpe cortaram seus dedos da mão esquerda e, com outro, os da mão direita. Os dedos caIram no chão de madeira, ainda se mexendo, enquanto o corpo de Victor se movia pesadamente.</p>
<p>Depois choveram sobre ele golpes, pontapés e os gritos: &#8216;canta agora&#8230; canta&#8230;&#8217;, a fúria desencadeada e os insultos soezes do verdugo ante um &#8216;alarido coletivo&#8217; dos detidos.</p>
<p>De improviso, Victor se levantou trabalhosamente e, com o olhar perdido, dirigiu-se às galerias do estádio&#8230; fez-se um silêncio profundo. E então gritou:<br />
- Vamos lá, companheiros, vamos fazer a vontade do senhor comandante.</p>
<p>Firmou-se por alguns instantes e depois, levantando suas mãos ensanguentadas, começou a cantar em voz ansiosa o hino da Unidade Popular [Coligação de partidos de esquerda que apoiavam o governo de Allende], a que todos fizeram coro.</p>
<p>Aquele espetáculo era demasiado para os militares. Soou uma rajada e o corpo de Victor começou a se dobrar para a frente, como se fizesse uma longa e lenta reverência a seus companheiros. Depois caiu de lado e ficou ali estendido.&#8221;</em><br />
<a href="http://soylocoporti.com/wp-content/uploads/2010/06/J-A-R-A.gif"><img src="http://soylocoporti.com/wp-content/uploads/2010/06/J-A-R-A-150x150.gif" alt="" title="J A R A" width="150" height="150" class="alignright size-thumbnail wp-image-1012" /></a><br />
Ano passado, 36 depois de seus assassinato, o povo chileno finalmente pode realizar o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=r7mL2FjjA0w">funeral</a> público de seus grande artista.</p>
<p>Um documentário da TV3 da Catalunha registra a ação da Funa, uma manifestação de militantes com objetivo de denunciar publicamente uma pessoa. Eles vão até a casa ou trabalho de torturadores e assasinos da ditadura denunciá-los perante seus vizinhos e colegas. No vídeo, a Funa de Víctor Jara, o até vai até o ministério governamental onde trabalha o ex-militar conhecido com El Príncipe apontado como o comandante da barbaridade feita contra o cantor. No final, os militantes invadem o gabinete do assassino e o acusam cara a cara. Assistam ao vídeo completo abaixo e a o ápice da manifestação <a href="http://www.youtube.com/watch?v=cD5zX4SA8AY">aqui</a>:<br />
<embed id=VideoPlayback src=http://video.google.com/googleplayer.swf?docid=4298916811564991756&#038;hl=pt-BR&#038;fs=true style=width:400px;height:326px allowFullScreen=true allowScriptAccess=always type=application/x-shockwave-flash> </embed></p>
<p>Contigo iremos Victor! <a href="http://www.youtube.com/v/6qXkXTaZiXg&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash">Vamos Por Ancho Camino</a>, nacerá un nuevo destino&#8230;</p>
<a href="http://www.facebook.com/share.php?u=http%3A%2F%2Fsoylocoporti.com%2F%3Fp%3D995&amp;t=O%20assassinato%20de%20um%20cantor%20popular" id="facebook_share_button_995" style="font-size:11px; line-height:13px; font-family:'lucida grande',tahoma,verdana,arial,sans-serif; text-decoration:none; display: -moz-inline-block; display:inline-block; padding:1px 20px 0 5px; margin: 5px 0; height:15px; border:1px solid #d8dfea; color: #3B5998; background: #fff url(http://b.static.ak.fbcdn.net/images/share/facebook_share_icon.gif) no-repeat top right;">Share</a>
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		<title>A independência da América Hispânica e o sonho de Bolívar</title>
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		<pubDate>Mon, 31 May 2010 17:51:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vitor Taveira</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao contrário do Brasil, onde o processo de indepêndencia teve conflitos regionais e efetivou-se a partir de uma negociação política, os países sul-americanos passaram por longas guerras de libertação nacional lideradas pelos criollos, descendentes de espanhóis nascidos na América do Sul. Daí surgiram as primeiras notáveis idéias de integração continental. O sucesso militar levou a [...]]]></description>
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<p><a href="http://soylocoporti.com/wp-content/uploads/2010/05/guayaquil.jpg"><img src="http://soylocoporti.com/wp-content/uploads/2010/05/guayaquil-150x150.jpg" alt="" title="guayaquil" width="150" height="150" class="alignright size-thumbnail wp-image-986" /></a>Ao contrário do Brasil, onde o processo de indepêndencia teve conflitos regionais e efetivou-se a partir de uma negociação política, os países sul-americanos passaram por longas guerras de libertação nacional lideradas pelos criollos, descendentes de espanhóis nascidos na América do Sul. Daí surgiram as primeiras notáveis idéias de integração continental. O sucesso militar levou a um desafio político e, por fim, a um fracasso social. Porque a libertação política latino-americana acabou por fracassar no ideal de integração, a ponto de seu maior líder militar e ideológico, Simón Bolívar, dizer que lutar pela integração latino-americana era como “arar no mar”, ou seja, inútil? <span id="more-965"></span></p>
<p>A importancia histórica, a coragem e visão dos libertadores da América são notáveis. Os erros e o fracasso a longo prazo do projeto que pensaram para o continente se deveu ao próprio modo como foi conduzido o processo.</p>
<p>A independência da América Hispânica foi um processo de caráter mais elitista que popular. Foi conduzido sobretudo pelos criollos, filhos de espanhóis nascidos na América, que detinham uma importância econômica ascendente mas um poder político limitado. Os principais cargos estavam nas mãos de funcionários da Coroa Espanhola e esta limitava também as relações comerciais. Tal contradição, intensificada com o aumento da exploração colonial e a chegada das idéias iluministas vindas da Europa, fez surgir no continente um nacionalismo criollo, que respeitava as fronteiras dos Vice-Reinados da Espanha, que nada tinha a ver com as ocupações tradicionais da população originária.</p>
<p><a href="http://soylocoporti.com/wp-content/uploads/2010/05/san_martin-bolivar.jpg"><img src="http://soylocoporti.com/wp-content/uploads/2010/05/san_martin-bolivar-300x237.jpg" alt="" title="san_martin-bolivar" width="300" height="237" class="alignright size-medium wp-image-987" /></a>Homens cultos e inteligentes de pensamento liberal, muitos dos libertadores participavam da maçonaria. Criaram suas tropas que saíram a luta desde diversas frentes: Bolívar desde a Venezuela, Sucre saindo da Bolívia, San Martín da Argentina, O’Higgins do Chile. Os Exércitos Libertadores eram formados em grande parte por soldados mercenários, muitos deles extrangeiros, e também de indígenas, negros e mestiços.<br />
Tinham apoio os caudilhos locais, geralmente grandes proprietários de terra de influência regional.</p>
<p>Ao triunfar depois de grandes batalhas com as tropas reais,o projeto bolivariano mostraria seu calcanhar de Aquiles: as disputas regionais de poder pelos caudilhos acabariam por fragmentar e fazer naufragar o sonho da Pátria Grande de Bolívar. Mesmo assim consolidava-se uma mudança política da maior importância ao continente: a América agora era livre, independente e soberana, uma conquista que não admite passo atrás. Por outro lado, não houve significativa transformação e inclusão social, os pobres continuaram pobres e sofrendo dos mesmos problemas; os ricos, os donos do poder, deixaram de ser brancos espanhóis para serem brancos nascidos na América. Os povos originários e os descendentes dos escravos africanos não foram incluídos. A América libertou-se politicamente da Europa mas seus dirigentes não se libertaram do eurocentrismo, não descolonizaram suas próprias mentes.</p>
<p>A frustração de Bolívar em seu leito de morte não anula sua luta e história de vida, a prova cabal disso é sua presença nunca apagada da história de países como Colômbia e Venezuela, a influência de seu pensamento nas mais diferentes e até opostas correntes políticas. Não foi à toa que o presidente Hugo Chávez deu o nome de Revolução Democrática Bolivariana ao processo político integracionista que propõe seu governo. Ao evocar esse grande líder, retoma a figura de um herói muito presente na memória popular de seu país e também aos seus ideias da Pátria Grande contra a dominação estrangeira. O grande desafio de Chávez é integrar o continente, conter as picuinhas das elites tradicionais e contemplar as classes tradicionalmente exploradas e esquecidas nesse projeto. Assim como foi com Bolívar, o sucesso ou fracasso do projeto chavista a História é quem dirá.</p>
<p>Posts relacionados:<br />
- <a href="http://soylocoporti.com/?p=445">Um general brasileiro nas tropas de Bolívar</a><br />
- <a href="http://soylocoporti.com/?p=34">Chávez está &#8216;arando no mar&#8217;?</a> </p>
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