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Todo louco tem sua mania, seu delírio, seu objetivo impossível. Nossa loucura é acreditar numa América Latina descolonizada, unida, livre, soberana, solidária, respeitosa e reconhecedora de sua diversidade cultural. Ninguém é louco só um pouco, como: “Eu sou Napoleão Bonaparte, mas só uso o chapéu, o uniforme não uso porque não sou tão louco assim”. Sua loucura leva a outras coisas, a viajar no próprio universo da sua paixão. Estas linhas não bastam, brotam imagens, canções, vídeos, quadros, poesias. Tentando dar vazão a essa quantidade de informação que vamos acessando mediante nossa loucura por América Latina- Abya Yala, Nuestra América, Pátria Grande ou como queiram chamar- criamos a TV Loco Por Ti. Através dela estaremos divulgando alguns vídeos que fazem refletir sobre nossa realidade. A TV fica localizada lá embaixo, na coluna da direita e será atualizada periodicamente, assim, sempre que entrar no site haverá uma sugestão de vídeo, filme ou documentário nossa.

Pra começar um dos maiores clássicos do documentarismo latino-americano: La Hora de los Hornos (A Hora dos Fornos, em português). (more…)

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Vez ou outra passo por uma banca de jornais e encontro entre os livros alguma obra do escritor uruguaio Eduardo Galeano. A responsável pela publicação é a editora LP&M em sua coleção LP&M Pocket que oferece livros com a praticidade e o preço acessível dos pocket books. Os livros de bolso geralmente custam cerca da metade que uma edição normal. As obras de Galeano que podem ser encontrados em formato pocket são O Teatro do Bem e do Mal, Dias e Noites de Amor e de Guerra, De Pernas Pro Ar, Vagamundo, Bocas do Tempo, Futebol Ao Sol e À Sombra, Mulheres e O Livro dos Abraços. Continua…

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Lançamos em primeira mão aqui no Soy Loco Por Ti o pequeno documentário que fiz depois de uma viagem pela Colômbia em julho. Está em espanhol e sem legendas ainda. Segue a sinopse e o vídeo abaixo:

Guerra y Tierra es un documental que entrevista indígenas y ciudadanos colombianos acerca de como el conflicto militar interno afecta los pueblos originários del país y sobre el futuro de los indígenas.

Em breve, artigos sobre a Colômbia…

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O filme foi dirigido nos anos 70 pelo mestre do cinema político, o grego Costa-Gravas. A produção é européia mas o enredo é latino-americano. Baseado numa história real passada pouco anos antes no Uruguai, Estado de Sítio conta a atuação dos tupamaros, grupo guerrilheiro urbano que aterrorizou a ditadura direitista do país. O roteiro é baseado na mais famosa ação dos tupamaros: o sequestro de um agente norte-americano e um cônsul brasileiro. A princípio, o motivo da escolha do um cidadão estadunidense é uma incógnita, logo desvendada nas cenas que retratam a primeira entrevista dos guerrilheiros com o sequestrado, uma conversa que pouco a pouco vai revelando as do relações do agente com o serviço secreto dos EUA e o treinamento de militares e torturadores preparados para agir em outros países sul-americanos.

É um filme mais de política que de ação, então, o que vai dar a tônica são justamente os reveladores interrogatórios, embora o clima de suspense esteja sempre presente. Vale apena conferir esse clássico, fruto de excelente pesquisa dos roteiristas. Assista abaixo na íntegra:

Estado de Sítio:

ESTADO DE SITIO ( COSTA GAVRAS , 1973 )
Enviado por klaudia_daniela. – Videos de noticias do mundo inteiro.

Acompanhe também o especial de Breno Altman, editor do ótimo site Opera Mundi, sobre os tupamaros e seu mais ilustre membro, o atual presidente Pepe Mojica.

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Paulo Cannabrava é história viva. Um jornalista nato que não se cala diante das injustiças. Perseguido e exilado durante a ditadura militar brasileira, viveu e passou por diversos países latino-americanos que na época viviam processos políticos progressistas como Cuba, Perú, Panamá, Bolívia e Chile. Dotado de grande senso crítico e apaixonado por Nuestra América, o veterano jornalista concedeu uma entrevista exclusiva para o Soy Loco Por Ti.

Como começou sua paixão pelo jornalismo e pela America Latina?
Acho que nasci com a paixão pelo jornalismo. Nasci com um ponto de interrogação na testa, querendo respostas pra tudo. Isso me levou pro jornalismo, e até hoje eu sou um bom jornalista porque sou um grande perguntador, quero saber porquê. O que me levou a America Latina foi o contato nos foros internacionais e a Revolução Cubana, que em 1961 me nomeou correspondente da Prensa Latina, fui “caçado” pelos jornalistas latino-americanos, porque era um cara bem articulado no jornalismo e interessado no que acontecia no continente. Aí eu fui ser correspondente da Prensa Latina e isso estreitou meus laços e me tornei latino-americano, com consciência de ser brasileiro e latino-americano. Continua…

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O título sugestivo é o nome do livro escrito por Rosana Bond*, lançado em 2004 pela Coedita. A brasileira Rosana foi uma das primeiras jornalistas a entrevistar os guerrilheiros do grupo conhecido como Sendero Luminoso**, que chamou atenção sobretudo nos anos 80 e 90 por ações de terrorismo e sabotagem.

A própria autora justifica na apresentação que na verdade escreveu dois livros em um. Na primeira parte, retrata a vida dos indígenas ancestrais que habitavam o Perú antes da chegada dos colonizadores. Em seguida traz um panorama crítico da história recente do país, com enfoque no movimento guerrilheiro e na ditadura de Alberto Fujimori nos anos 90. Saiba mais

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De uma rápida aparição como um dos líderes de uma tentativa fracassada de golpe militar até a surpreendente ascenção à Presidência da República por meio do voto popular como uma proposta de reformas sociais, constitucionais e integração regional. Apesar de ser chamado de ditador por alguns setores, nenhum governante atual obteve tantas vitórias eleitorais como Chávez. À forte oposição da imprensa e classe média venezuela contrapõem-se o amplo apoio dos setores populares e dos parlamentares.

Um processo político contra-hegemônico que já dura mais de dez anos não pode ser explicado com muita facilidade ou apegando-se aos clichês. A tentativa da mídia de massa de impor a pecha de caudilho populista à Hugo Chávez é uma simplificação que não contribui realmente para a compreensão da complexa disputa política que está em jogo.

Abaixo recomendamos alguns livros publicados no Brasil que ajudam a problematizar e entender melhor a Venezuela de hoje, seu governo e o polêmico presidente que já ultrapassa 10 anos de mandato sob a bandeira do que chama de Revolução Democrática Bolivariana. Veja…

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Irônicos desde o nome, No Te Va Gustar (ou NTVG, como abreviam eles mesmo) é um grupo uruguaio integrado por nove músicos- o que o caracteriza mais como um bando que uma banda. De gostos musicais distintos, o som se forma justamente da mistura da influência musical de cada um: os instrumentos vão desde os clássicos do rock como guitarra, baixo e bateria acrescidos de teclado, instrumentos de sopro e percussão. Herdeiros do agradável e divertido rock porteño, os integrantes do grupo dizem que procuram fazer músicas cosmopolitas e que possam agradar a um público de todas as idades e classes sociais. Mais

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Já havia citado brevemente Victor Jara nesse blog. Grande cantor popular chileno, ele foi cruelmente assassinado nos primeiros dias da ditadura instaurada pelos militares liderados por Augusto Pinochet em 1973. O crime aconteceu no Estádio Nacional que servia de prisão para milhares de militantes. O relato chocante abaixo, que mostra a barbaridade do assassinato, foi retirado No Olho do Furacão, do jornalista brasileiro Paulo Cannabrava, a partir de relatos de quem esteve lá. Leia aqui

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Ao contrário do Brasil, onde o processo de indepêndencia teve conflitos regionais e efetivou-se a partir de uma negociação política, os países sul-americanos passaram por longas guerras de libertação nacional lideradas pelos criollos, descendentes de espanhóis nascidos na América do Sul. Daí surgiram as primeiras notáveis idéias de integração continental. O sucesso militar levou a um desafio político e, por fim, a um fracasso social. Porque a libertação política latino-americana acabou por fracassar no ideal de integração, a ponto de seu maior líder militar e ideológico, Simón Bolívar, dizer que lutar pela integração latino-americana era como “arar no mar”, ou seja, inútil? Leia Mais

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